Acordes

Acordes

Generalidades

O que é um acorde, como é formado, qual sua estrutura e princípios?  Iremos expor agora um pouco sobre este excepcional universo.

Acordes são um grupo de notas que soam simultaneamente. Podemos chamar o estudo dessas notas de Harmonia. A Harmonia está relacionada com a forma de como uma ou mais notas interagem entre e como seguem uma as outras.

Deve-se salientar que é possível reproduzir música de natureza monofônicos, como acordes na Flauta, trompete, ou na voz humana solo.

A estes acordes são propostos nomes, estes que são dados a partir de sua nota de raiz, elevando em consideração os intervalos entre as notas que compõem o mesmo.

Na famosa escala Diatônica os acordes são classificados em quatro tipos: Maiores, Menores, aumentadas e diminutas, recebendo os nomes comuns respectivamente de maior, menor, aumentado e diminuto.

Os Acordes mais comuns, as Tríades, são compostas das primeira, terceira e quinta notas de uma escala. Outras notas podem também ser adicionadas, porém no sistema Diatônico qualquer nota adicionada deve pertencer à esta chave.  Quando adicionadas outras notas temos as Tétrades e Penta, falo disso Aqui em outro artigo.

 

Por exemplo, a Tríade C (DO) é formada de C, E e G. Ou seja formamos uma tríade, C, com esta fórmula:

  • 1-3-5, Raiz, Terceiro, Quinto
  • nome-das-notas

Olhando a tabela acima formamos o Acorde de C (parte mais escura da imagem).

Vemos um intervalo padrão de ‘1-3-5’, são chamadas de Fundamental, Terceiro e Quinto Grau ou ainda, Fundamental, Terça e Quinta.

Porém o Acorde continua sendo o mesmo se invertermos a sequencia, ou seja se eu colocar 3-5-1 ou ainda 5-1-3 o Acorde continua sendo C (DO), pois sua formação são tres notas, C E G .

Clique aqui para aprender sobre isso e entender as posições dos acordes e suas Inversões.

 Em muitos casos são utilizados Algarismos Romanos para identificar o Grau de cada nota.

Como pode ver na imagem abaixo.

graus-da-escala

Exemplos de Tríades:

triades

  • FORMAÇÃO DE ACORDE EM GERAL

 Como aprendemos a pouco , podemos formar 4 tipos de acordes diferentes dentro das escalas Diatônicas. Então iremos juntos expor um pouco mais sobre eles agora.

  • Tríade Maior:

Iremos formar este acorde através dos graus:

1º maior (Fundamental) , 3º Maior e 5ª justa.

Tríade Menor

Este formaremos com os graus:

1º Maior, 3º Menor e 5ª justa.

Tríade Aumentada

O Acorde Aumentado formaremos com os graus:

1º Maior, 3º Maior e 5ª Aumentada

Tríade Diminuta

E a diminuta por sua vez será composta pelos graus:

1º Maior, 3º Menor e 5ª Diminuta

Veja na Imagem abaixo:

formacao-de-acordes

Como vimos na imagem acima dois símbolos utilizados para representar e informar o aumento ou diminuição de uma nota.

Então saliento para o uso dos símbolos Universais:

(bemol) para indicar que a nota informada deve ser abaixada de um semitom. Ou seja, estamos entre a nota informada com o símbolo e uma nota anterior à mesma.

  (Sustenido) para indicar que a nota informada deve ser Aumentada de um semitom. Sendo assim ficamos entre a nota proposta no símbolo e uma nota após a mesma.

Falaremos mais sobre a formação dos acordes quando aprendermos sobre acordes com 4 notas e com 5 notas, chamados também de Acordes com 7ª e 9ª.

  • Analise dos Acordes

 Aprendemos agora um pouco sobre os acordes, sua essência e teoria. Porém isso é só uma porta a este Universo.

E já que abrimos, não queremos fecha-la, não é verdade?

Todos acordes que vimos seguem uma regra, um padrão. Tudo isso está composto dentro de 2 classes gerais de acordes: Acordes Consonantes e Dissonantes,

Se você está iniciando ou já toca, é muito importante conhecer todos os caminhos que a música nos leva, e nos aprofundar neles. Fazendo isso você se tornará um excepcional músico.

Acordes Consonantes e Dissonantes

Iremos ver agora o que são acordes consonantes, dissonantes, como são estruturados na música, e isso será de extrema importância para uma música acima da média.

Na música, consonância e dissonância formam uma dicotomia estrutural em que os termos são definidos entre si: uma consonância não pode ser dissonante e reciprocamente.

Porém quando analisamos mais profundamente, percebemos que existe uma Gradação, das mais consonantes até as mais divergentes.

Essas duas classes definem um nível de dureza, doçura, agradabilidade, aceitação dos sons e intervalos que são propostos. Os dois conceitos nunca foram expostos de forma definitiva, sempre existem variações.

Um intervalo dissonante pode ser descrito como instável ou com certa necessidade de resolução de um intervalo consonante. É dito por muitos que a dissonância é usada para dar um ‘’tempero’’ a música, desde que utilizado da forma e no lugar correto.

 

Quando duas notas diferentes, são aplicadas juntas, esses sons podem misturar-se uns aos outros quase indistintamente, algo que antes já era observado com notas iguais distantes por uma oitava. Por contraste, outras notas, quando combinadas em outros intervalos não se misturam muito bem, ou podem até mesmo colidir umas com as outras. Por exemplo, uma nota combinada a uma Sétima maior quando tocam em conjunto.

Portanto os intervalos cujas notas ‘misturam-se’ entre si, ou soam de forma agradável ao ouvir simultaneamente, são chamados de Consonantes. Os Intervalos cujas notas ‘colidem’ entre si, ou soam de forma desagradável ao ouvir simultaneamente são chamados de dissonantes.

Acordes Consonantes

Os intervalos como quinto perfeito e a oitavo perfeito são considerados consonâncias perfeitas.  A principal terceiro e sexto, bem como o terceiro menor e sexta, são consonâncias imperfeitas. O quarto perfeito é dissonante em alguns contextos, mas consoante em outros.  Especificamente, o quarto perfeito é dissonante quando ele é formado com a nota do baixo de qualquer sonoridade.

Geralmente as primeiras notas e mais ‘conhecidas’ são as notas Consonantes, dentre eles os acordes maiores e menores como por exemplo, C, G, D, Am, Em.

Você pode ver aqui abaixo alguns exemplos de Intervalos Consonantes:

acordes-consonantes

Aqui alguns exemplos de Acordes Consonantes no Violão:

acordes-consonantes-no-violao

  • Acordes Dissonantes

O quarto grau perfeito é considerado dissonantes, na pratica comum da música quando não está apoiado por uma terça ou quinta. Segundas, sétimas e nonas são dissonantes. Uma quarta aumentada ou quinto diminuído é dissonante.

No Jazz, a 9ª menor é muitas vezes considerada dissonante demais para o uso prático.

Aqui abaixo o exemplo de alguns intervalos Dissonantes:

acordes-dissonantes

E Aqui alguns acordes Dissonantes no Violão:

acordes-consonantes-no-violao

Muitos iniciantes guardam um certo ‘’medo’’ deste tipo de acorde. Por estar habituado com acordes mais simples e básicos, e quando se deparam com acordes com sétima menor, sétima com décima terceira, e percebem que existe muito além do que estão acostumados.

Porém realmente, ao meu ver, estes acordes, quando usados e encaixados da forma correta, tornam as músicas comuns em músicas excepcionais.

O acorde com sétima por exemplo, que talvez seja o mais utilizado, sozinho ele não atrai tanto, sendo assim utilizado com a nona e a quarta (7/ ou 4/7). Ele pode ser utilizado como uma preparação da primeira para a quarta como por exemplo: C C7 F

Muitos músicos gostam muito dos acordes com Nona, e dizem ser o acorde dissonante mais ‘brilhante’ e útil, porém utilizado também de forma correta e sem abuso.

Muitas vezes quando você for realizar esse tipo de acorde você precisará fazer inversões e mudanças das posições para que consiga ‘’chegar’’ na nota desejada.

Inversão de Acordes

Podemos tocar uma mesma nota de diferentes formas, vamos falar agora sobre a inversão de Acordes.

Partindo do ponto em que conhecemos os princípios básicos para montar um acorde, uma Tríade, Tétrade ou outra extensão dentro dos possíveis acordes. Chegamos ao ponto de entender e necessitar de algumas inversões desses acordes.

Então o termo inversão de acordes é usado para se referir à diferentes possibilidades da formação destes.

Percebemos na formação dos acordes, que um C maior contém C, E e G, sendo a primeira nota, a mais grave, aquela que leva o nome do acorde, C, chamada de primeiro grau. Então para inverter o acorde, fazemos com que o primeiro grau, que neste exemplo o C, não seja o primeiro grau.

Falaremos abaixo sobre a formação do Acorde Raiz, das Primeira, Segunda e Terceira inversões.

  • Fundamental e Baixo

A nota mais grave que temos nos acordes chamamos de ‘baixo’, quando tocamos a nota em sua forma original ou Fundamental, ou seja, a nota Raiz que dá o nome ao acorde pode coincidir de ser o baixo quando está em sua posição Fundamental, quando fazemos as inversões, mudamos essa posição colocando a nota Fundamental (RAIZ) em outra posição que não seja do baixo.

  • Posição Raiz(Fundamental)

A posição Raiz é como o ‘pai’ de suas inversões. Por exemplo, G é a raiz de um acorde de G maior, e ela está em baixo, ou no lugar mais grave quando sua Tríade está em posição raiz. O 3º e 5º graus da Tríade estão acima do baixo.

Veja na imagem abaixo, demarcado de vermelho o Acorde de G maior em sua posição Raiz, onde o acorde principal, G, está no 1º Grau, temo G, B e D.

fundamental

  • Primeira Inversão

A primeira Inversão de um acorde, de uma Tríade, acorde de sétima ou nona, se dá quando colocamos a nota do 3º Grau no lugar mais Grave do Acorde, ‘descemos’ ela deixando empilhados na sequencia o 5º grau e a raiz. Colocando a raiz agora uma oitava acima, formando intervalos de terça e quinta menor acima do baixo invertido.

No exemplo dado acima, com o Acorde de G maior (G, B e D), agora, na primeira inversão teremos, B, D e G, chamado por muitos de G/B (Sol com baixo em Si) veja abaixo a ilustração:

1a-invesao

  • Segunda Inversão

Na Segunda Inversão teremos o 5º grau como o baixo, ou acorde mais grave, seguidos da raiz e do 3º grau. Com esta inversão temos a nota do baixo, que no caso é o D, e a raiz do Acorde que é o G, em um intervalo de quarta, que tradicionalmente se qualifica como um Dissonância, em outro artigo falamos mais a fundo sobre Acordes Dissonantes e Consonantes.

Continuaremos usando o exemplo do acorde de G maior, vimos que em sua posição Raiz temos como baixo, o Acorde principal (G), agora na Segunda Inversão teremos como baixo o D, que se caracteriza como o 5º grau do acorde. Temos o que geralmente é chamado de G/D (Sol com Baixo em Re).  Veja na ilustração:

2a-invesao

  • Terceira Inversão

A terceira inversão só acontecerá para acordes de quatro ou mais notas. Em um acorde na terceira inversão teremos o 7º grau na posição de baixo, ou na posição mais grave. Teremos então intervalos de segunda, quarta e sexta perfeita aumentada acima do baixo invertido, respectivamente.

No exemplo que aprendemos do acorde de G, colocaremos o F como o baixo e em seguida o G, B e D, formando um G/F, que geralmente é chamado de ‘sol com baixo em fá’, ou ‘Sol com Fá’.

3a-invesao

As Inversões parecem algo complicado, mas pelo contrário, são bem simples, e facilitam e abrilhantam muito na música. São utilizadas constantemente.

Para que haja um entendimento pleno sobre este assunto é preciso entender antes os conceitos sobre Formação de acordes, em outro artigo falo sobre os acordes com 3, 4 e 5 sons. (Acordes com 7ª e 9ª)

Você pode praticar as inversões com uma música que já conhece bem, tenho certeza que você e os ouvintes irão ficar admirados com a sonoridade diferente e encantadora que estes acordes produzem.

Acordes com 7ª e 9ª

 Já vimos outrora que, os acordes são formados por intervalos, ou pelo número de intervalos. Como uma Tríade possui 3 notas, ou 3 sons. Agora, porém, veremos quando aumentamos o número de notas ou sons para 4 ou 5.

As tríades são formadas de 3 sons, sendo a raiz, ou fundamental, 3ª e 5ª notas.

Exemplo C maior, C, E e G

Acordes com 4 sons ou acordes com 7ª são compostos por fundamental, 3ª, 5ª e 7ª notas. Exemplo C maior, C, E, G e A#.

E os acordes com 5 sons ou acordes com 9ª são formados por fundamental, 3ª, 5ª,7ª e 9ª.

Exemplo C maior, C, D, E, G e A#.

  • Acordes com 3 Sons

 Na formação de acordes vemos como são caracterizados por exemplo uma Tríade, composta por 3 notas da escala, isso é 3 sons tocados simultaneamente.

Como no exemplo de C maior temos C, E e G em sua posição Fundamental.

Quando realizamos uma inversão de acordes e as suas posições, precisamos salientar que com acordes de 3 sons é possível criarmos 2 inversões, além da posição fundamental, são elas:

  • A Primeira Inversão com a 3ª como Baixo
  • A Segunda Inversão com a 5ª como Baixo
  • Acordes com 4 sons

Os acordes de 4 sons, podem ser chamados em sua maior parte de acordes com 7ª. São aqueles em que adicionamos à tríade o intervalo de sétima (sétima maior, menor ou diminuta). São conhecidos também com o nome de septacordes ou Tétrades.

Temos 7 tipos de acordes com sétima, veja na ilustração quais são e seus intervalos:

acorde-com-7

Os acordes com sétima ou acorde de sétima são muito utilizados para preparar outro acorde, ou seja, antecipar o início de um refrão, ou indicar uma mudança na melodia.

Exemplos de acordes com 7ª

  • Dó Maior com 7a menor: C-E-G-Bi.
  • Fá Maior com 7a menor: F-A-C-E♭
  • Ré# Maior com 7a menor: D#-G-A#-C#
  • Dó meio diminuto: C-E♭-G♭-B♭
  • Ré meio diminuto: D-F-A♭-C
  • Sol meio diminuto: G-B♭-D♭-F

 

Existem 3 Inversões que podem ser realizadas com acordes com 4 sons:

  • A Primeira Inversão com a 3ª como Baixo
  • A Segunda Inversão com a 5ª como Baixo
  • A Terceira Inversão com a 7ª como Baixo

 

Veja esse exemplo de C :

acorde-com-7_2

  • Acordes com 5 Sons

 

Os acordes de 5 sons, podem ser chamados em sua maior parte de acordes com 9ª. Assim como no caso do acorde de 4 sons (acorde com 7ª), que são acrescentados o 7º Grau, no acorde com Nona acrescentamos o 9º Grau.

 

Acordes Maiores com 9ª

  • Dó maior com nona: C-D-E-G
  • Ré maior com nona: D-E-F#-A
  • Mi maior com nona: E-F#-G#-B
  • Fá maior com nona: F-G-A-C
  • Sol menos com nona: G-A-B-D
  • Lá maior com nona: A-B-C#-E
  • Si maior com nona: B-C#-D#-F#

Acordes Menores com 9ª:

  • Dó menor com nona: C-D-E♭-G
  • Ré menor com nona: D-E-F-A
  • Mi menor com nona: E-F#-G-B
  • Fá menor com nona: F-G-A♭-C
  • Sol menos com nona: G-A-B♭-D
  • Lá menor com nona: A-B-C-E
  • Si menor com nona: B-C#-D-F#

 

Abaixo exemplo de C :

acorde-com-9

Nos acordes com 5 sons, onde temos o intervalo de 9ª, seja qual for a Inversão (quando utilizada), é obrigatório manter este intervalo Acima da Fundamental (RAIZ), sendo assim, nas inversões não podemos ter a 9ª como baixo, pois não seria possível manter o intervalo. Por isso nos acordes de 9ª, temos também 3 inversões, além da Fundamental, sendo elas:

  • A Primeira Inversão com a 3ª como Baixo
  • A Segunda Inversão com a 5ª como Baixo
  • A Terceira Inversão com a 7ª como Baixo
About The Author

William Cezario

Originário de Brasília DF, iniciei meus estudos musicais na CCB do Gama-DF aos 9 anos de idade, Hoje sou encarregado musical, e profissionalmente sou músico na Banda de Música do CBMDF. Este site tem por objetivo a troca de experiência musical entre os músicos da CCB e a qualquer outro admirador da arte musical.

Comentários

1 Comment

  • glaucia

    Reply Reply 1 de setembro de 2017

    Excelente materia,pois estou estudando acordes.

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